Cristiane Machado CX
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Cofundadora @negrasnacx 🤝🏿
Especialista em Experiência do Cliente ⭐️
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#customerexperience #cx
Hoje, 25 de julho, celebramos o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
Uma data para reconhecer nossas trajetórias, valorizar nossas conquistas e lembrar que, muitas vezes, crescer profissionalmente sendo uma mulher negra também signif**a aprender a ocupar espaços nos quais ainda somos as únicas na sala.
Neste trecho da minha participação no podcast, leio uma passagem do meu livro Mulheres na Experiência com o Cliente e compartilho aprendizados que marcaram a minha própria jornada:
Construa repertório antes de pedir espaço.
Humanize sem abrir mão do método.
Não caminhe sozinha.
Porque conhecimento gera segurança. Dados e sensibilidade podem, e devem, caminhar juntos. E criar redes, buscar mentoras e fortalecer comunidades também são estratégias de crescimento.
Autoridade se constrói com consistência.
E legado se constrói quando abrimos caminhos para que outras mulheres avancem depois de nós.
Que nossas trajetórias não sejam apenas histórias individuais de superação, mas parte de um movimento coletivo de transformação, liderança e futuro.
Feliz Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha! ✊🏾
Viva Teresa de Benguela
Tive a alegria de participar do programa Empoderação, em uma conversa sobre a importância de democratizar o acesso aos livros e à informação.
Durante a entrevista, compartilhei uma convicção que faz parte da minha trajetória: toda criança deveria ter direito à leitura.
Ler não é apenas conhecer novas histórias. É desenvolver interpretação, ampliar o repertório, fortalecer o pensamento crítico e enxergar novas possibilidades para a própria vida.
Ao lado de Tamara Ferreira, da Biblioteca Comunitária A Casa Amarela, e com a condução da jornalista Gabriela Hilário, conversamos sobre como o acesso à leitura pode contribuir para combater desigualdades e construir uma sociedade mais inclusiva.
Também foi muito especial participar dessa conversa como coautora do livro Mulheres na Experiência com o Cliente, publicado pela Editora Leader.
Meu agradecimento à Editora Leader, à Andréia Roma e a todas as pessoas que tornaram esse encontro possível. 💛
E você: lembra qual foi o primeiro livro que transformou a sua forma de enxergar o mundo?
A leitura amplia repertórios, fortalece o pensamento crítico e nos ajuda a compreender melhor o mundo.
Mas falar sobre acesso à leitura também é falar sobre equidade.
Nem todas as crianças crescem cercadas por livros, bibliotecas ou histórias que representem quem elas são. E, quando apenas algumas vozes conseguem escrever, publicar e circular, conhecemos o mundo por uma perspectiva limitada.
Precisamos ampliar o acesso aos livros, mas também ampliar quem pode ocupar o lugar de autora, referência e protagonista das próprias narrativas.
Como diz o provérbio africano: enquanto os leões não contarem suas próprias histórias, os caçadores sempre serão os heróis.
Neste trecho do podcast, compartilho reflexões sobre leitura, equidade, representatividade e a importância de pessoas negras também contarem suas histórias.
Essa conversa surgiu a partir da minha participação no livro “Mulheres na Experiência com o Cliente”, da Série Mulheres, publicado pela Editora Leader.
Meu agradecimento à Editora Leader e à Andreia Roma por essa conexão e pela oportunidade de levar essa reflexão para mais pessoas. 💛
🎙️ Assista ao episódio completo e depois me conte: quais histórias ainda precisam ser mais ouvidas?
Antes de resolver o conflito, tente enxergar a história por trás da pessoa.
Já vivi isso com um time de líderes que não se bicavam. O clima era difícil, a confiança estava baixa e as relações estavam travadas.
Criamos um ritual simples: toda semana, alguém compartilhava um pouco da sua própria história.
E aquilo começou a mudar a forma como as pessoas se enxergavam.
Porque quando você conhece a história do outro, f**a mais difícil ver aquela pessoa apenas como “a difícil”, “a adversária” ou “a pessoa que te irrita”.
Você começa a ver uma pessoa.
Autenticidade no mundo corporativo nem sempre é simples.
Muitas vezes, para ocupar determinados espaços, mulheres aprendem que precisam se adaptar, suavizar a própria voz, esconder partes da sua história ou reproduzir modelos de liderança que não foram construídos a partir das nossas experiências.
Mas eu acredito que representatividade só faz sentido quando podemos chegar inteiras.
Com nossa forma de pensar.
Com nossa escuta.
Com nossa história.
Com nossa presença.
Com nossa potência.
Com nossa autenticidade.
Porque não adianta mulheres alcançarem altos patamares se, para isso, precisarem deixar de ser quem são.
Diversidade não é colocar pessoas diferentes dentro do mesmo molde.
É permitir que novas formas de existir, liderar e transformar também sejam reconhecidas como valor.
Ser quem a gente é nem sempre é fácil.
Mas é necessário.
E talvez seja exatamente aí que mora a verdadeira transformação.
Mentoria, para mim, nunca foi sobre entregar uma fórmula pronta.
É sobre olhar para cada história com atenção, entender o momento daquela mulher e construir um caminho possível, estratégico e personalizado.
Dá trabalho? Dá.
Mas quando uma mentorada sente que aquele material foi feito para ela, tudo faz sentido.
É assim que as indicações chegam.
É assim que a rede cresce.
É assim que a gente vai se fortalecendo.
Eu amo viver essa troca. 💛
Trazer diversidade, equidade e inclusão não é acaso, é proposital. Precisamos de representações diversas, pois o equilíbrio não acontece naturalmente. Incluir todos os tipos de mulheres cria um mundo mais justo e forte para todos.
A conexão com o outro nos move. Acredito que quando você se movimenta, o universo conspira para te ajudar a realizar sua lenda pessoal. Não adianta só rezar, é preciso ter ação. Os deuses nos ajudam quando estamos em movimento.
Quando a comunidade Negras na CX nasceu, 30% das mulheres estavam desempregadas. Percebendo essa urgência, Cris decidiu agir para ajudar, mesmo sem ser de RH. Sua mentoria foca em capacitar mulheres a contarem suas histórias e criarem autoridade, começando pelo currículo e pelo LinkedIn.
Tem gente que me fala:
“Cris, ninguém me ajuda…”
E eu sempre devolvo com uma pergunta:
👉 você está ajudando quem?
Comunidade não é sobre pedir.
É sobre troca.
Às vezes você ajuda hoje
e recebe lá na frente.
Às vezes você nem recebe de volta da mesma pessoa.
Mas recebe de outro lugar.
O que não funciona é:
querer crescer sozinho
e só aparecer quando precisa.
Porque relacionamento não se constrói na urgência.
Se constrói no dia a dia.
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