Rosangela Haydem

Rosangela Haydem

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Pós Graduada em Física da Consciência especialista em Alzheimer. Informação clara, prevenção em escolha e conhecimento em cuidado real.

Photos from Rosangela Haydem's post 26/07/2026

Caputino Neuroprotetor
Ingredientes (1 xícara)
150 ml de café coado bem forte
150 ml de leite vegetal sem açúcar (amêndoas, coco ou aveia)
1 colher (chá) de cacau 100%
1 colher (chá) de canela em pó
1 pitada de cravo-da-índia em pó (ou 2 cravos triturados)
1 pitada de noz-moscada (opcional)
Adoce, se necessário, com um pouco de estévia ou xilitol.
Modo de preparo
Prepare um café forte e reserve.
Aqueça o leite vegetal sem deixar ferver.
Bata o leite com um mixer ou espumador até formar uma espuma cremosa.
Em uma xícara de vidro, coloque o café.
Acrescente o cacau, a canela e o cravo-da-índia e misture bem.
Despeje o leite aquecido.
Finalize com a espuma do leite.
Polvilhe um pouco mais de canela e cacau por cima.
Por que essa receita é neuroprotetora?
Café: rico em polifenóis e cafeína, associados à proteção cognitiva quando consumido com moderação.
Cacau 100%: fonte de flavonoides que favorecem a circulação cerebral.
Canela: contém compostos antioxidantes e anti-inflamatórios.
Cravo-da-índia: uma das especiarias com maior capacidade antioxidante conhecida.
Leite vegetal sem açúcar: evita o excesso de açúcares adicionados e mantém a bebida mais saudável.
Essa receita combina ingredientes com potencial antioxidante e anti-inflamatório, mas não substitui um padrão alimentar saudável nem previne, sozinha, doenças neurodegenerativas. O maior benefício ocorre quando faz parte de um estilo de vida que inclui boa alimentação, atividade física, sono adequado e controle dos fatores de risco cardiovasculares.

26/07/2026

Todos os dias eu recebo este comentário:

“Meu pai nunca bebeu e teve Alzheimer.”

E eu sempre respondo da mesma forma: isso não significa que o álcool não faça mal ao cérebro.

A doença de Alzheimer é multifatorial. Ela não tem uma única causa. Idade, genética, qualidade do sono, hipertensão, diabetes, sedentarismo, baixa escolaridade, perda auditiva, isolamento social e muitos outros fatores influenciam o risco.

É como dizer: “Meu avô fumou a vida inteira e nunca teve câncer de pulmão.” Isso não muda o fato de que o cigarro aumenta significativamente esse risco.

Com o álcool acontece exatamente a mesma coisa.

O álcool é uma substância neurotóxica. Ele atravessa a barreira hematoencefálica, provoca inflamação, aumenta o estresse oxidativo, prejudica a comunicação entre os neurônios e, quando consumido de forma frequente ou em grandes quantidades, pode acelerar o declínio cognitivo e aumentar o risco de demência.

Quem nunca bebeu pode desenvolver Alzheimer? Sim.

Mas isso não transforma o álcool em uma substância segura para o cérebro.

Na ciência, nós analisamos o risco em populações inteiras, e não casos isolados.

Cada escolha que protege o cérebro ao longo da vida pode reduzir a probabilidade de desenvolver um comprometimento cognitivo no futuro. É por isso que eu insisto tanto na prevenção: dormir bem, praticar atividade física, controlar doenças como hipertensão e diabetes, alimentar-se adequadamente e evitar substâncias que lesionam o cérebro.

Não podemos mudar a genética. Mas podemos agir sobre os fatores de risco modificáveis.

É isso que a ciência mostra. E é isso que eu ensino todos os dias na prevenção da doença de Alzheimer.

26/07/2026

Você costuma carregar um lanchinho na bolsa? Que tal transformar esse hábito em um cuidado com o seu cérebro?

Em vez de comprar salgadinhos, biscoitos ultraprocessados ou usar essas oleaginosas apenas como petisco, prepare um pequeno pote e leve com você.

Você pode incluir:
• Castanha-do-Pará: rica em selênio, um mineral importante para a defesa antioxidante das células.
• Castanha de caju: fonte de magnésio, cobre e gorduras insaturadas.
• Amendoim: fornece vitamina E, proteínas e gorduras saudáveis.
• Uva-passa branca: contém fibras e compostos fenólicos, além de adoçar naturalmente essa mistura.

Esse potinho pode ser um excelente lanche entre as refeições, no trabalho, na faculdade, em viagens ou enquanto você espera um compromisso. É uma forma simples de substituir opções ultraprocessadas por alimentos mais nutritivos.

Lembre-se: nenhum alimento sozinho previne a doença de Alzheimer. Mas uma alimentação baseada em alimentos naturais, associada à prática de atividade física, sono de qualidade e controle dos fatores de risco, pode contribuir para a saúde do cérebro ao longo da vida.

Pequenas escolhas feitas todos os dias costumam trazer os maiores resultados no futuro. 🧠💙

Photos from Rosangela Haydem's post 26/07/2026

Você ainda frita o salmão em óleo? Talvez seja hora de mudar esse hábito.

O salmão é um peixe rico em ômega-3, uma gordura saudável que ajuda a proteger o cérebro e o coração. Quando você mergulha o salmão em uma grande quantidade de óleo ou o frita em temperaturas muito altas, parte desses benefícios pode ser reduzida. Além disso, o excesso de calor favorece a oxidação das gorduras, formando compostos que não são interessantes para a saúde.

O melhor jeito de preparar o salmão é simples:

• Seque o filé com papel-toalha.
• Tempere com sal, pimenta e ervas.
• Aqueça uma frigideira antiaderente.
• Coloque apenas um fio de azeite de oliva extravirgem, suficiente para evitar que o peixe grude.
• Doure o salmão por 3 a 4 minutos de cada lado, em fogo médio, sem deixar o azeite soltar fumaça.
• Sirva imediatamente.

Assim, você preserva melhor a textura, o sabor e aproveita mais dos nutrientes que fazem do salmão um dos alimentos mais interessantes para quem quer cuidar da saúde do cérebro e reduzir fatores de risco para o declínio cognitivo.

25/07/2026

Estudo LatAm-FINGERS: uma das maiores evidências científicas sobre prevenção da doença de Alzheimer acaba de ser publicada no The Lancet.

Durante muitos anos, ouvimos que não havia como prevenir a doença de Alzheimer. Hoje, a ciência mostra exatamente o contrário.

O estudo LatAm-FINGERS, realizado em 11 países da América Latina, incluindo o Brasil, acompanhou mais de 1.000 pessoas durante dois anos e demonstrou que uma combinação de hábitos saudáveis pode melhorar a função cognitiva e ajudar a proteger o cérebro.

Os pesquisadores combinaram alimentação saudável, atividade física, treinamento cognitivo e controle dos fatores de risco cardiovasculares. O resultado foi uma melhora significativa da cognição quando comparado ao grupo que recebeu apenas orientações gerais de saúde.

Esse estudo reforça exatamente o que eu defendo diariamente: a prevenção da doença de Alzheimer começa muito antes dos primeiros sintomas aparecerem.

É por isso que, todos os dias, ensino como proteger o cérebro por meio da alimentação, do sono de qualidade, da atividade física e de escolhas simples que podem fazer diferença ao longo da vida. Falo sobre alimentos com potencial neuroprotetor, como cravo-da-índia, morango, vegetais de folhas verdes, frutas, especiarias e outros alimentos ricos em compostos bioativos, sempre fundamentada nas melhores evidências científicas.

A ciência está caminhando para um novo paradigma: prevenir é tão importante quanto tratar.

Se você quer aprender mais sobre prevenção da doença de Alzheimer, saúde do cérebro, declínio cognitivo, memória, demência, fatores de risco modificáveis e as pesquisas mais recentes publicadas no mundo, acompanhe meu trabalho.

A informação baseada em ciência pode transformar vidas e ajudar a proteger o cérebro antes que a doença apareça.

25/07/2026

Todos os dias, quando o Sol se põe, a Terra continua seu movimento natural. O cérebro saudável entende essa mudança e se prepara para a noite. Mas, no cérebro de uma pessoa com a doença de Alzheimer, esse processo pode deixar de funcionar adequadamente.

É por isso que muitos pacientes ficam mais confusos, agitados, ansiosos ou desorientados no final da tarde. Esse fenômeno é conhecido como síndrome do pôr do sol (sundowning) e faz parte da evolução da doença em muitas pessoas.

Minha mãe está vivendo essa fase. Como filha, é doloroso assistir a essa mudança todos os dias. Como pesquisadora da doença de Alzheimer, sei que não é teimosia, não é “manha” e não é falta de vontade. É um cérebro que perdeu parte da capacidade de interpretar o ambiente e organizar o próprio relógio biológico.

Quanto mais entendemos o que acontece no cérebro, mais conseguimos substituir a impaciência pelo acolhimento.

Se este conteúdo ajudou você a compreender melhor a doença de Alzheimer, compartilhe. Essa informação pode trazer mais tranquilidade para uma família que, neste exato momento, está enfrentando a síndrome do pôr do sol pela primeira vez.

25/07/2026
24/07/2026

Você já percebeu isso em alguém com Alzheimer?

A minha mãe reconhece a minha voz imediatamente quando eu ligo. Ela diz: “Oi, minha filha!”

Mas, quando estou na frente dela, ela olha para mim e pergunta: “Você é a sua irmã?”

Isso acontece porque o cérebro processa a voz e o rosto por caminhos diferentes.

O reconhecimento da voz depende de redes cerebrais que, em algumas pessoas com Alzheimer, permanecem preservadas por mais tempo. Já reconhecer um rosto exige um processamento visual muito mais complexo, envolvendo áreas que podem ser afetadas pela doença.

Por isso, a pessoa pode saber exatamente quem está falando, mas ter dificuldade para identificar quem está na sua frente.

Se isso acontece com um familiar, não discuta nem corrija de forma insistente. O mais importante é dizer quem você é, falar com calma e manter o vínculo afetivo.

Na doença de Alzheimer, o afeto costuma permanecer por muito mais tempo do que a memória. É por isso que a sua voz pode continuar sendo um porto seguro, mesmo quando o seu rosto já não é reconhecido.

24/07/2026

Quanto tempo falta? Parte 7

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