Drª Wilsa
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✨ Médica pioneira em Microcirurgia Cosmética
👩⚕ Fundadora da @santi_clinic
🌟 3x CEO | Mentora de Empreendedorismo Feminino
💼 Transformando vidas e negócios com propósito.
O álcool faz parte da nossa cultura de uma forma tão normalizada que, muitas vezes, quem decide não beber é que parece ter de justificar a escolha.
Mas o corpo não sabe que é “só um copo”. O etanol é uma substância psicoativa e o álcool está classificado como carcinogénico do Grupo 1 pela IARC.
O consumo de álcool está associado a maior risco de doença hepática, hipertensão, fibrilhação auricular, AVC e vários tipos de cancro. Também pode interferir com o sono e, em consumos elevados e prolongados, comprometer a estrutura e função cerebral.
E talvez a verdadeira pergunta sobre longevidade não seja apenas:
“Quantos anos quero viver?”
Mas sim:
“Como quero chegar aos 80?”
Lúcida.
Independente.
Capaz de tomar as minhas próprias decisões.
E com saúde para continuar a viver a minha vida.
Não beber álcool não significa deixar de viver.
Pode significar proteger os anos em que ainda queremos estar cá para viver.
Referências científicas:
Bagnardi V, et al. Alcohol consumption and site-specific cancer risk: a comprehensive dose-response meta-analysis. Br J Cancer. 2015.
DOI: 10.1038/bjc.2014.579
Larsson SC, et al. Differing association of alcohol consumption with different stroke types: a systematic review and meta-analysis. BMC Med. 2016.
DOI: 10.1186/s12916-016-0721-4
Samokhvalov AV, et al. Alcohol consumption as a risk factor for atrial fibrillation: a systematic review and meta-analysis. Eur J Cardiovasc Prev Rehabil. 2010.
DOI: 10.1097/HJR.0b013e32833a1947
Rehm J, et al. Global burden of disease and injury and economic cost attributable to alcohol use and alcohol-use disorders. Lancet. 2009.
DOI: 10.1016/S0140-6736(09)60746-7
Dormir não é perder tempo. É investir no cérebro e no corpo que queres ter daqui a 30 anos.
Enquanto dormimos, o organismo está longe de estar “desligado”: o sono participa na consolidação da memória, regulação metabólica, função imunitária, recuperação física e saúde cardiovascular.
E quando falamos de envelhecimento cerebral, os dados são particularmente interessantes: estudos observacionais e meta-análises associam alterações na duração e qualidade do sono a maior risco de declínio cognitivo e demência. Uma meta-análise encontrou o menor risco de alterações cognitivas em torno das 7–8 horas de sono por noite.
Mais recentemente, uma meta-análise de 2025 encontrou ainda uma associação entre menor duração do sono e maior carga cerebral de beta-amiloide, um dos biomarcadores associados à doença de Alzheimer. Associação não significa causalidade mas é mais uma razão para não tratarmos o sono como algo secundário.
Por isso, talvez aquelas pessoas “obcecadas” em dormir cedo não estejam a desperdiçar a noite.
Talvez estejam a proteger o futuro.
Dormir bem também faz parte da medicina da longevidade.
Referências / DOI
• Fan L, et al. J Am Med Dir Assoc. 2019. DOI: 10.1016/j.jamda.2019.06.009
• Howard C, et al. Sleep. 2024. DOI: 10.1016/j.sleep.2024.10.022
• Chen CL, et al. Alzheimer’s & Dementia. 2025. DOI: 10.1002/alz.70096
• Wu L, et al. Sleep Breath. 2018. DOI: 10.1007/s11325-017-1527-0
Bebes álcool? Então há coisas que precisas de saber.
O álcool é tão socialmente aceite que quase nos esquecemos de uma coisa: é uma substância tóxica e carcinogénica.
Está associado a pelo menos 7 tipos de cancro.
Está associado a alterações na estrutura do cérebro.
Interfere com o metabolismo das gorduras.
E o consumo excessivo está associado a doença, envelhecimento e morte prematura.
O mais assustador?
Não estamos a falar de uma substância rara ou proibida.
Estamos a falar de algo que compramos, oferecemos, celebramos e colocamos à mesa todas as semanas.
Pagamos para beber uma substância que o nosso próprio organismo tenta eliminar.
Se queres longevidade, talvez uma das perguntas mais importantes seja:
quanto da tua saúde estás disposta a trocar por um copo?
REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
Álcool e cancro
DOI: 10.1016/S1470-2045(21)00279-5
Álcool e estrutura cerebral
DOI: 10.1038/s41467-022-28735-5
Álcool e envelhecimento biológico
DOI: 10.1038/s41380-022-01690-9
Álcool, mortalidade e carga global de doença
DOI: 10.1016/S0140-6736(18)31310-2
Partilha. Há factos que podem literalmente mudar decisões.
Talvez não estejam obcecadas com o corpo.
Talvez estejam obcecadas com a ideia de continuar a ser independentes.
Treinar força hoje não é apenas sobre estética.
É sobre conseguires levantar-te sozinha amanhã.
Subir escadas. Carregar compras. Viajar. Sair de casa. Tomar banho. Brincar com os teus netos.
Porque envelhecer é inevitável.
Envelhecer sem força não tem de ser.
E sim… eu quero continuar a conseguir limpar o meu próprio rabo aos 80.
O músculo que estás a construir hoje pode ser a independência que vais agradecer daqui a 40 anos.
Treina para o corpo que queres ter aos 80, não apenas para o corpo que queres ter no verão.
Ciência:
• Roberts CE et al. J Aging Phys Act. 2017 atividade física e capacidade para realizar atividades da vida diária em adultos mais velhos.
DOI: 10.1123/japa.2016-0201
• Radaelli R et al. Sports Med. 2025 meta-análise de 151 ensaios: treino de resistência, função física, massa magra e força em adultos mais velhos.
DOI: 10.1007/s40279-024-02123-z
• Shailendra P et al. Am J Prev Med. 2022 treino de resistência e risco de mortalidade.
DOI: 10.1016/j.amepre.2022.03.020
• Gordon BR et al. JAMA Psychiatry. 2018 meta-análise sobre treino de resistência e redução de sintomas depressivos.
DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2018.0572
• Paluch AE et al. Lancet Public Health. 2022 mais passos por dia associados a menor risco de mortalidade.
DOI: 10.1016/S2468-2667(21)00302-9
29,4 milhões de embalagens de psicofármacos num único ano.
Isto não é apenas uma estatística.
É um sinal de alerta sobre a forma como estamos a viver.
Dormimos menos.
Mexemo-nos menos.
Vivemos permanentemente estimulados.
E muitas vezes mais desligados uns dos outros.
Mas há uma parte desta conversa que também nos pertence:
a nossa saúde é, em parte, nossa responsabilidade.
Os profissionais de saúde podem diagnosticar, orientar e tratar.
Mas ninguém pode dormir por nós.
Treinar por nós.
Criar limites por nós.
Ou mudar hábitos por nós.
A prevenção não acontece apenas no consultório.
Acontece sobretudo no que fazemos todos os dias.
Firth J, et al. World Psychiatry. 2020.
DOI: 10.1002/wps.20773
Partilha este vídeo.
E segue esta página para falarmos de prevenção, saúde e longevidade sem filtros.
Coração. Pulmões. e…pernas.
Quando pensamos em longevidade, lembramo-nos imediatamente do coração e dos pulmões.
Mas há uma coisa que continuamos a subestimar: a força muscular e a mobilidade.
A força das pernas está associada à nossa capacidade de andar, subir escadas, levantar-nos de uma cadeira, evitar quedas e manter independência à medida que envelhecemos.
E há uma dimensão ainda maior: mobilidade permite-nos continuar a viver.
Sair de casa.
Viajar.
Visitar amigos.
Estar com a família.
Participar na comunidade.
Continuar socialmente ligados.
E isto importa porque tanto a força muscular como as relações sociais estão associadas a menor risco de mortalidade.
Por isso, da próxima vez que não te apetecer treinar, lembra-te:
Não estás apenas a treinar pernas.
Estás a treinar a tua independência futura.
Coração saudável.
Boa capacidade cardiorrespiratória.
Pernas fortes.
Guarda este vídeo para o próximo dia em que pensares faltar ao treino e envia-o a alguém que precisa de começar a investir na sua longevidade.
Evidência científica
Força muscular e mortalidade:
DOI: 10.1136/bjsports-2018-099078
Capacidade cardiorrespiratória e mortalidade:
DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2018.3605
Relações sociais e sobrevivência meta-análise:
DOI: 10.1371/journal.pmed.1000316
Envelhecer é inevitável. Perder músculo e independência na mesma velocidade não tem de ser.
Com a idade, existe uma tendência para perda progressiva de massa e força muscular. Mas aquilo que fazemos durante décadas importa e muito.
Um estudo que avaliou atletas entre os 40 e os 81 anos, que treinavam 4–5 vezes por semana, encontrou preservação significativa da massa muscular e da força ao longo das décadas.
É por isso que eu não vejo treino de força como uma questão estética.
Vejo-o como uma forma de construir reserva muscular para o futuro.
Treinas hoje para conseguires levantar-te sozinha amanhã.
Para subir escadas.
Para carregar as compras.
Para brincar com os teus netos.
Para manter a tua autonomia durante o maior número de anos possível.
O músculo que estás a construir aos 30, 40 e 50 anos pode fazer diferença na forma como vais viver aos 70 e 80.
Não treines apenas para o corpo que queres agora.
Treina para o corpo de que vais precisar daqui a 30 anos.
Guarda este vídeo e envia-o a alguém que ainda acha que “treinar pode ficar para depois”.
DOI: 10.3810/psm.2011.09.1933
DOI: 10.3389/fphys.2019.0645
Queres saber se a Micro blefaroplastia superior em combinação com o micro lifting de sobrancelha são indicados para ti?
Este procedimento pode ser uma opção quando existe excesso de pele nas pálpebras, um olhar mais pesado ou um aspeto constantemente cansado.
A indicação depende sempre da anatomia, da posição das sobrancelhas e do resultado que pretendes alcançar. Por isso, cada caso deve ser avaliado individualmente.
Marca a tua consulta e descobre qual é o procedimento mais adequado para ti.
Quantas pessoas estão medicadas… mas nunca foram verdadeiramente tratadas?
Esta é a pergunta.
Não sou contra o diazepam.
Não sou contra benzodiazepinas.
E muito menos sou contra tratar ansiedade ou insónia com medicação quando existe indicação.
Sou contra a normalização da receita sem plano.
Porque quando um paciente diz:
“Sem isto eu já não consigo funcionar.”
Isso não devia ser o fim da consulta.
Devia ser o início de uma investigação.
Porque há uma diferença entre usar um medicamento e depender dele para conseguir viver o dia-a-dia.
E há outra conversa que Portugal precisa urgentemente de ter.
Em 2025 foram dispensadas quase 29,4 milhões de embalagens de psicofármacos em Portugal.
Não, isso não significa que 29,4 milhões de pessoas estejam “excessivamente medicadas”.
Mas é um número suficientemente grande para nos obrigar a perguntar:
Estamos também a investir o suficiente em diagnóstico, acompanhamento, Psicologia, Psiquiatria, sono e prevenção?
Benzodiazepinas podem ser fundamentais quando bem indicadas.
Mas prescrever não pode significar “passar a próxima caixa e até à próxima.”
E também não significa retirar abruptamente: a utilização prolongada pode causar dependência física e a suspensão deve ser avaliada e, quando necessário, feita progressivamente e sob orientação médica.
Evidência científica
European Insomnia Guideline, 2023
Journal of Sleep Research
DOI: 10.1111/jsr.14035
Joint Clinical Practice Guideline on Benzodiazepine Tapering, 2025
Journal of General Internal Medicine
DOI: 10.1007/s11606-025-09499-2
Agora quero mesmo dividir os comentários:
Um médico deve recusar uma receita nestas circunstância. SIM ou NÃO?
Suplementação não é sinónimo de “quanto mais, melhor”.
Vejo cada vez mais pessoas a tomar zinco isoladamente, B12, multivitamínicos, complexos B, gomas para o cabelo e outros suplementos muitas vezes todos ao mesmo tempo e sem perceber que estão a repetir os mesmos micronutrientes em vários produtos.
E este é o ponto que precisamos de discutir:
Suplementos têm doses.
Podem ter interações.
Alguns nutrientes interferem com a absorção ou metabolismo de outros.
E nem sempre existe benefício em suplementar aquilo de que não temos défice.
Um exemplo clássico é o zinco: apesar de ser um micronutriente essencial, a ingestão excessiva e prolongada pode interferir com o metabolismo do cobre e contribuir para deficiência de cobre.
Mas atenção: isto não significa que suplementação seja má.
Pelo contrário.
Existem benefícios bem documentados quando existe uma indicação adequada e alguns estudos mostram benefícios mesmo em populações específicas sem uma deficiência clássica.
Por exemplo, o estudo COSMOS encontrou um benefício modesto da suplementação diária com multivitamínicos na cognição global e memória episódica em adultos mais velhos.
O problema não é suplementar.
O problema é suplementar às cegas.
Na minha prática clínica, prefiro perceber primeiro o estado nutricional do paciente, analisar aquilo que já está a tomar e identificar possíveis défices, excessos ou duplicações.
Porque medicina personalizada não é dar mais suplementos.
Às vezes é perceber o que precisamos de retirar.
Antes de perguntar “que suplemento devo tomar?”, talvez devêssemos começar por perguntar:
“Do que é que o meu corpo realmente precisa?”
Referência científica:
Vyas CM, Manson JE, Sesso HD, et al. Effect of multivitamin-mineral supplementation versus placebo on cognitive function: results from the COSMOS randomized clinical trial and meta-analysis.
DOI: 10.1016/j.ajcnut.2023.12.011
Conteúdo informativo. A suplementação deve ser individualizada de acordo com o contexto clínico.
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